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Intolerâncias Alimentares: o que são?

As intolerâncias alimentares são uma reação adversa a certos alimentos ou ingredientes que o sistema digestivo não consegue processar adequadamente.
Diferentes das alergias alimentares, que envolvem o sistema imunitário, as intolerâncias alimentares são geralmente menos graves, mas podem causar um desconforto significativo.
Neste artigo, vamos explorar os produtos que mais frequentemente causam intolerâncias, como preveni-las e o impacto dos alimentos consumidos na infância.

Intolerâncias Alimentares – São frequentes?

Estima-se que:

  • Globalmente: Aproximadamente 20% da população mundial sofre de algum tipo de intolerância alimentar.
  • Europa: A intolerância à lactose afeta cerca de 30-50% da população, dependendo da região. A intolerância ao glúten afeta cerca de 1-3% da população.
  • Portugal: As estatísticas específicas para Portugal são limitadas, mas estima-se que a prevalência de intolerância à lactose seja elevada, especialmente entre os adultos. A sensibilidade ao glúten e outras intolerâncias alimentares também estão presentes, refletindo as tendências europeias.

Principais sintomas

As intolerâncias alimentares são reações adversas, reprodutíveis e repetidas, a alimentos e que não envolvem o sistema imunitário. Podem resultar, por exemplo, de défice de enzimas para metabolizar algumas substâncias presentes nos alimentos.

Uma intolerância alimentar pode manifestar-se através de:

  • Perturbações gastrointestinais : Dores abdominais, flatulência, obstipação ou diarreia, cólon irritável, aftas, azia
  • Alterações dermatológicas : Acne, eczema, psoríase, urticária ou prurido
  • Transtornos psicológicos : Ansiedade e hiperatividade
  • Perturbações respiratórias : Asma, rinite e insuficiência respiratória

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Produtos que Causam Maiores Intolerâncias e Porquê

Os alimentos que mais comumente causam intolerâncias alimentares incluem:

  • Lactose – o açúcar presente no leite e derivados : A intolerância à lactose ocorre devido à deficiência da enzima lactase, necessária para digerir a lactose.
  • Glúten – uma proteína encontrada no trigo, cevada e centeio : A intolerância ao glúten, também conhecida como sensibilidade ao glúten não celíaca, pode causar sintomas semelhantes aos da doença celíaca, mas sem os danos ao intestino delgado. A doença celíaca, uma condição autoimune, deve ser distinguida da sensibilidade ao glúten
  • Frutose – um açúcar encontrado em frutas, mel e alguns vegetais: A má absorção de frutose pode levar a sintomas gastrointestinais.
  • Histamina – Presente em alimentos como vinho tinto, queijos envelhecidos e alimentos fermentados : Algumas pessoas têm uma baixa atividade da enzima, diamina oxidase, necessária para metabolizar a histamina.
  • Aditivos Alimentares – como sulfitos, glutamato monossódico (MSG) e corantes artificiais : Algumas pessoas são sensíveis a esses aditivos, resultando em sintomas como dores de cabeça e desconforto gastrointestinal.

Como Evitar

Para evitar intolerâncias alimentares, é importante:

  • Identificar os Alimentos Problemáticos: Manter um diário alimentar pode ajudar a identificar quais os alimentos que causam sintomas. Pode usar uma app para registar todos os alimentos que consome.
  • Ler Rótulos: Prestar atenção aos ingredientes nos rótulos dos alimentos para evitar os desencadeadores conhecidos.
  • Consultar um Profissional de Saúde: Nutricionistas e médicos podem ajudar a diagnosticar e a elaborar um plano alimentar adequado.
  • Introdução Gradual: Introduzir novos alimentos na dieta de forma gradual pode ajudar a identificar a intolerância.
  • Alternativas: Usar substitutos adequados, como leite sem lactose ou produtos sem glúten.

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Impacto dos Alimentos Consumidos na Infância

Os alimentos consumidos na infância podem influenciar o desenvolvimento de intolerâncias alimentares. Estudos sugerem que:

  • Exposição Precoce: A introdução precoce e diversificada de alimentos pode ajudar a prevenir intolerâncias. Por exemplo, a introdução gradual de glúten e outros alimentos potencialmente problemáticos durante a infância pode reduzir o risco de desenvolvimento de intolerâncias.
  • Microbiota Intestinal: Uma dieta rica e variada ajuda a desenvolver uma microbiota intestinal saudável, essencial para uma boa digestão e absorção de nutrientes.
  • Amamentação : O aleitamento materno pode ajudar a proteger contra intolerâncias alimentares ao fornecer nutrientes e anticorpos importantes que fortalecem o sistema imunológico.

Conclusão
As intolerâncias alimentares são um problema comum que pode impactar significativamente a qualidade de vida.
Identificar os alimentos problemáticos, fazer escolhas alimentares informadas e procurar orientação profissional são passos essenciais para gerir e prevenir essas intolerâncias.

A alimentação na infância desempenha um papel crucial na saúde digestiva e pode influenciar o desenvolvimento de intolerâncias alimentares ao longo da vida. 

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